A herança que veio do peixe: a história de Gledson e a peixaria do pai

 A história de Gledison começa antes mesmo dele pensar em cortar peixe. Era o pai quem comandava a peixaria, lá em Itapemirim. Mais de 30 anos vendendo peixe no mesmo canto, do jeito dele: peixe fresco, limpo, e cliente sempre bem atendido. 

  Em 2011, o pai faleceu e a peixaria acabou fechando. E ficou assim, parada, por seis anos. Nesse tempo, Gledson tentou outras coisas. Trabalhou aqui, tentou ali, mas no fundo, a ideia de reabrir o negócio do pai não saía da cabeça. Em 2020, resolveu voltar aos negócios do pai. Chamou um sócio, abriu as portas e retomou. O sócio acabou saindo, cada um queria seguir um caminho diferente, mas Gledson ficou. Seguiu tocando o negócio sozinho, do mesmo jeito que o pai fazia: peixe bem limpo, cortado na medida, pronto pra panela.

  O segredo, segundo ele, está no cuidado. Não adianta só vender, tem que entregar qualidade. Peixe com cheiro, com barriga estufada ou mal cortado, ele nem pensa duas vezes: vai pro descarte. Porque o cliente que compra uma vez e se decepciona, não volta. E ele quer o contrário.

Hoje, Gledson quer ampliar a peixaria, mas sem pressa. A estrutura é simples, antiga, mas funciona. E ele segue fazendo o que aprendeu com o pai: cuidar do peixe, do freguês e da reputação.

A peixaria pode até ser pequena, mas carrega uma história grande. E isso, em negócio de peixe, vale tanto quanto o quilo do atum mais fresco do dia.



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